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"Situação do Lula é humilhante", diz Renan Santos sobre negociações

Pré-candidato afirma que Brasil deve usar reservas minerais estratégicas para ampliar seu poder de negociação com Estados Unidos e outros mercados.

Da redação
DA REDAÇÃO

08/06/2026 • 10:36 • Atualizado em 08/06/2026 • 12:43

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, criticou a condução da política externa brasileira e afirmou que o país precisa adotar uma estratégia mais assertiva nas negociações com grandes potências econômicas.

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Ao comentar a relação comercial do Brasil com os Estados Unidos e a China, Renan avaliou que o governo federal enfrenta dificuldades para negociar em condições favoráveis devido à dependência econômica de mercados externos.

Críticas ao governo Lula

Durante a entrevista, Renan afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta limitações na condução das relações internacionais por causa da importância econômica da China para as exportações brasileiras.

Segundo o pré-candidato, a dependência do mercado chinês reduz a capacidade de reação do Brasil diante de pressões externas.

"A situação do Lula é humilhante porque ele não pode discordar da China, porque a gente exporta para a China e, do outro lado, ele vai ter que se submeter ao Trump", declarou.

Renan também mencionou o aumento das tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos e afirmou que o governo brasileiro precisa encontrar formas de ampliar seu poder de negociação.

Terras raras como instrumento de negociação

O pré-candidato defendeu que o Brasil utilize suas reservas de terras raras como um ativo estratégico nas negociações internacionais.

As terras raras são minerais considerados essenciais para a fabricação de equipamentos de alta tecnologia, baterias, semicondutores, turbinas e sistemas utilizados pela indústria de defesa.

Segundo Renan, os Estados Unidos enfrentam dificuldades para garantir o fornecimento desses materiais e buscam alternativas à dependência da produção chinesa.

Na avaliação dele, o Brasil possui uma posição privilegiada nesse cenário por concentrar uma parcela relevante das reservas mundiais desses minerais.

Proposta de industrialização

Renan argumentou que o país não deve limitar sua participação à exportação de matérias-primas. Para ele, a estratégia deve incluir investimentos em processamento industrial e na fabricação de produtos de maior valor agregado.

O pré-candidato defendeu a criação de um projeto de longo prazo capaz de atrair investimentos internacionais para desenvolver toda a cadeia produtiva ligada às terras raras.

A proposta inclui desde a extração dos minerais até a produção de componentes industriais e tecnológicos em território nacional.