Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
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Eleições

Flávio x Lula: veja mapa de alianças, apoios e neutralidades para 2º turno

Candidatos à Presidência derrotados e governadores eleitos são as principais forças dos dois candidatos a presidente

6 min

06/10/2026 05:00 • Atualizado há 18 dias

Com a definição do segundo turno da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL), que liderou a apuração inicial com 47,03% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alcançou 45,16%, desencadeou uma intensa movimentação política no país.

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Ex-candidatos ao Planalto, governadores reeleitos e influentes caciques partidários começaram a selar alianças ou declarar independência, traçando o mapa de forças que tentará influenciar o resultado das urnas no segundo turno, que acontece em 25 de outubro.

Aliados históricos e campeões de votos

Na esteira do desempenho da oposição no primeiro turno, o candidato do PL atraiu uma expressiva frente de governadores eleitos e reeleitos, além de figuras proeminentes da política nacional. O ex-presidente Michel Temer (MDB) formalizou voto em Flávio Bolsonaro ao interpretar o resultado como um recado direto da sociedade.

As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança, quer atenção e respeito. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio. --Michel Temer

Entre os chefes de Executivos estaduais reeleitos no Sudeste, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, garantiu engajamento direto na campanha e colocou-se à disposição para percorrer o estado e o país. "Primeiro, o nosso incondicional apoio aqui no estado de São Paulo, a nossa disponibilidade de ajudar inclusive em outros estados, onde isso seja possível e se considere útil", afirmou Tarcísio.

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Em Minas Gerais, o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) também confirmou o alinhamento com a candidatura. "Já tinha falado isso, em janeiro, quando Flávio estava oficializando sua pré-candidatura, dizendo que, se eu viesse como pré-candidato a governador, daria esse apoio. Agora estou a disposição", disse o político mineiro.

Por sua vez, o ex-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo), ressaltou que não ficaria neutro e cobrou mudanças institucionais. "A mensagem que o brasileiro mandou nas urnas nesse último domingo tá muito clara. Precisamos tirar dos intocáveis de Brasília", sustentou Zema, emendando que "voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro".

A articulação no Centro-Oeste e Sul também ganhou novos contornos. Em Goiás, o governador reeleito Daniel Vilela (MDB) declarou apoio a Flávio e apontou o encerramento do ciclo do atual governo federal. "Acho que se exauriu essa era do PT", declarou Vilela, completando que "o que está aí não está dando conta, não está entregando, e essa votação do primeiro turno aponta que é clara e evidente a insatisfação dos brasileiros".

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Já o ex-governador de Goiás e quinto colocado na disputa presidencial em primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD) agendou um encontro com Flávio Bolsonaro para esta terça-feira (6) em Goiânia, onde formalizará seu apoio oficial sobre o segundo turno. "Sim, vou recebê-lo. Amanhã farei meu comunicado", confirmou Caiado.

A coligação conservadora reúne ainda os governadores reeleitos Eduardo Riedel (PP), no Mato Grosso do Sul, e Otaviano Pivetta (Republicanos), em Mato Grosso, além de Zucco (PL), eleito no Rio Grande do Sul. Riedel afirmou que o estado apoia integralmente a candidatura de Flávio, enquanto Pivetta reforçou que já está engajado na campanha. Zucco prometeu uma "campanha muito forte para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil".

Além das lideranças estaduais e governadores, a articulação de segundo turno de Flávio Bolsonaro conta com o engajamento dos campeões de votos do PL para a Câmara dos Deputados. O deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) assumirá a coordenação da campanha de Flávio em Minas Gerais e adiantou que a atuação priorizará a busca por eleitores indecisos e cidades estratégicas.

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Quarta-feira (7), estarei em Brasília para poder organizar isso com nível nacional. A gente vai ser bastante estratégico para poder principalmente virar os votos indecisos, que eu não tenho dúvidas que todos vão jorrar para o mesmo marco que o Flávio Bolsonaro. --Nikolas Ferreira

Na mesma linha, o recém-eleito deputado federal Lucas Pavanato (PL-SP), recordista de votação em São Paulo com mais de 3 milhões de votos, cumprirá agenda na capital federal em reunião convocada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para planejar com a cúpula do partido e outros eleitos os passos da campanha para a votação de 25 de outubro.

Lula e a força do Nordeste

Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentra seus apoios na articulação com governadores reeleitos na região Nordeste, onde o petista manteve a liderança na apuração inicial. Na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país, o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) convocou os eleitores para a votação final.

A Bahia vai seguir avançando! Chegamos até aqui porque cada baiano e cada baiana acreditou no nosso projeto. Agora, vamos arregaçar as mangas e seguir para o segundo turno das eleições, ao lado do presidente Lula, para garantirmos a vitória da democracia. --Jerônimo Rodrigues

No Ceará, o governador reeleito Elmano de Freitas (PT) reuniu-se com a coordenação nacional da campanha para definir metas de votação e defendeu o confronto direto entre as duas gestões federais. "Se você comparar o que o governo Bolsonaro fez nos estados brasileiros, seja de estrada, seja na área da educação, seja na área da saúde, é incomparável a entrega que o presidente Lula realiza para o povo de cada estado. Temos que fazer uma campanha de comparação", argumentou Elmano.

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Já em Sergipe, o governador reeleito Fábio Mitidieri (PSD) destacou o papel estratégico da mobilização popular no Nordeste para reverter o cenário nacional. "Não dá para negar a importância de Lula para o povo nordestino e tudo que ele fez aqui. O presidente conta conosco e vai precisar ainda mais do apoio dos votos do Nordeste para ajudar a reverter o resultado no cenário nacional", reforçou Mitidieri.

Neutralidade e independência

Diante do quadro de polarização, uma parcela das lideranças e legendas partidárias optou por não aderir a nenhum dos dois blocos presidenciais. O ex-candidato Augusto Cury (Avante), que somou 2,89% dos votos no primeiro turno, pregou a pacificação nacional e recusou-se a declarar apoio.

Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança", ressaltou o escritor, reforçando que "democracia não é concordar; é aprender a caminhar juntos, mesmo discordando. --Augusto Cury

Na mesma linha de independência, Renan Santos (Missão), quarto colocado na disputa inicial com 2,24% dos votos, descartou orientar o voto dos seus apoiadores e liberou a militância. "Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Façam o que vocês quiserem", declarou Renan.

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No campo partidário, o PSD, presidido por Gilberto Kassab, anunciou neutralidade oficial no plano nacional e liberou os diretórios estaduais. Em nota oficial, Kassab explicou que, "diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno".

Apuração no portal Band.com.br

O portal Band.com.br, com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disponibiliza os números detalhados da apuração do primeiro turno das Eleições 2026 pelo celular ou computador.

O leitor pode consultar a distribuição de votos para a Presidência da República, governos estaduais, Senado Federal e bancadas das Câmaras dos Deputados e Assembleias Legislativas.