Por que Toffoli deu 2 dias a mais de campanha a adversário de Ciro no Ceará
Ministro do STF deu 2 dias extras de campanha eleitoral na TV para Elmano de Freitas (PT); Ciro protestou
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi recebida com indignação pelo comando da campanha de Ciro Gomes, candidato ao governo do Ceará pelo PSDB.
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Toffoli determinou mais dois dias de propaganda política para Elmano de Freitas (PT), ontem e hoje (2 e 3), mesmo depois do fim oficial do horário eleitoral gratuito. O ministro concedeu a restituição do tempo de TV e rádio a Elmano após uma sentença do Tribunal Regional Eleitoral cearense (TRE-CE) que havia dado direito de resposta a Ciro, depois que o adversário o ligou à família Bolsonaro.
A decisão de Toffoli cassou o entendimento do TRE e determinou que a compensação ocorresse na sexta-feira e no sábado — dias em que a legislação eleitoral estabelece o encerramento da propaganda política e a grade das emissoras já voltou ao normal. A determinação também previu multa de 100 mil reais às empresas de comunicação que não cumprissem a ordem.
Em Brasília, Ciro Gomes recorreu da decisão, mas afirmou que o estrago já estava feito, acusando o adversário de ter feito campanha sozinho na véspera da eleição.
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"Foi uma decisão sem pé nem cabeça, dando ao Elmano o direito de fazer uma massa violenta de propaganda, quebrando inclusive a grade das televisões, impondo multas de 100.000 reais a empresas privadas. Ou seja, se depender desse tipo de gente que o PT botou no Supremo Tribunal Federal, o Brasil não é mais uma democracia", declarou Ciro.
A assessoria do candidato Elmano de Freitas foi procurada pela reportagem, mas não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
