
O partido Cidadania aprovou nesta sexta-feira (22) a proposta de pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência da República.
A definição, no entanto, ainda não é definitiva, pois o nome do parlamentar passará por uma análise técnica e política dentro da federação que o Cidadania mantém em conjunto com o PSDB e o Solidariedade.
O movimento ocorre após o desgaste do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) com o vazamento de conversar com Daniel Vorcaro, do Banco Master, em que ele pede dinheiro ao banqueiro para o filme do pai.
O deputado mineiro se reuniu na última terça-feira (19) com representantes de diretórios tucanos, além do Solidariedade e Cidadania. O objetivo do partido e aliados é que o nome de Aécio atraia votos tanto da direita, quanto do centro, já que ele faria críticas tanto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao Flávio Bolsonaro.
Do ápice ao mensalão
Em 2014, o então senador por Minas Gerais e ex-governador do estado, Aécio Neves, consolidou-se como o principal líder da oposição ao governo de Dilma Rousseff (PT). Lançado como candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio angariou votos com a insatisfação popular que crescia no país desde as manifestações de 2013.
Após uma virada no primeiro turno, ele disputou um segundo turno histórico e extremamente polarizado contra Dilma. Aécio obteve 48,36% dos votos válidos (mais de 51 milhões de votos), sendo derrotado por uma margem estreita. Apesar da derrota, ele saiu do pleito como a maior força política da oposição e presidente nacional do PSDB.
Sua influência começou a ruir nos anos seguintes à eleição, à medida que as investigações da Operação Lava Jato avançaram e começaram a mirar múltiplos partidos, inclusive a oposição. Embora o foco inicial da opinião pública estivesse no governo federal, o nome de Aécio começou a ser citado em delações premiadas que remetiam a supostos esquemas de propina em Furnas e na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais.
O golpe mais severo à sua biografia ocorreu em maio de 2017, com a divulgação da delação premiada dos executivos da J&F (controladora do frigorífico JBS).
