O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma agenda mais tranquila nesta sexta-feira (12), com direito a uma live ao lado da primeira-dama para celebrar o Dia dos Namorados. Durante a transmissão, no entanto, ele não perdeu a chance de falar de eleições e justificou a disputa pela reeleição como necessária para impedir o retorno da extrema-direita ao comando do país.
A live, que contou com a participação da ministra da Cultura, Margarete Menezes, também abordou temas sociais, com Lula destacando a urgência do combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.
Ele ressaltou que o ciúme não deve ser encarado como doença, mas como uma demonstração de fraqueza de caráter, enfatizando a importância da confiança nas relações. Além das pautas políticas, o presidente anunciou em um evento posterior, realizado em Brasília, que concluiu o tratamento de radioterapia e está curado de um câncer de pele.
A movimentação dos adversários
Enquanto Lula busca consolidar sua candidatura, outros pré-candidatos adotam estratégias distintas. Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, manteve um dia sem agendas públicas, mas utilizou suas redes sociais para reforçar seu apoio à redução da maioridade penal, argumentando que a idade para cometer crimes deveria ser a mesma para responder por eles.
Em aparições recentes, Flávio Bolsonaro também sinalizou propostas voltadas ao setor produtivo. Durante evento realizado em Belém, o senador prometeu flexibilizar licenças ambientais, com o objetivo de facilitar atividades como a agropecuária e a exploração legal do subsolo, sob o argumento de modernizar a legislação nacional.
Estratégias de aliança e segurança
O cenário de articulações também segue em aberto para outros nomes da disputa. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cumpriu uma agenda voltada ao setor privado, realizando reuniões fechadas com empresários em São Paulo.
Já o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Botucatu, no interior paulista, em encontros com prefeitos da região. Sobre o xadrez das alianças eleitorais, Caiado evitou antecipar acordos para o primeiro turno, alegando que uma candidatura única da centro-direita, no momento, serviria apenas aos interesses do presidente Lula.
O governador goiano também apresentou propostas focadas na segurança pública. Caiado prometeu empregar as Forças Armadas no combate a grupos criminosos na região amazônica e declarou que, caso eleito, enviará ao Congresso Nacional uma proposta para classificar facções criminosas como terroristas. O pré-candidato defende que o resgate do território nacional depende do fortalecimento da inteligência, do uso de tecnologia e da coordenação operacional.
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