Jornal da Band

Flávio Bolsonaro lança plano de segurança; Zema e Renan comentam ação da PF

Os pré-candidatos à presidência repercutiram a operação da PF que teve como alvo Jaques Wagner

Da redação
DA REDAÇÃO

18/06/2026 • 22:29 • Atualizado em 18/06/2026 • 22:29

O assunto mais discutido pelos pré-candidatos à Presidência nesta quinta-feira (18) foi a operação da Polícia Federal que teve como um de seus alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA). Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) aproveitaram o momento para criticar o parlamentar e a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Compartilhar

Flávio Bolsonaro, que apresentou o plano de segurança de sua plataforma, afirmou que suas propostas representam uma má notícia para facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), bem como para o PT, partido que, em sua visão, teria sido "implodido" na Bahia pela ação policial desta quinta-feira.

"Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida e, como nós sempre dizemos, o cerne de todo esse problema era o PT da Bahia, e agora começa a vir a tona", afirmou o pré-candidato

O plano de segurança de Flávio Bolsonaro, denominado "Brasil sem Medo", reúne 12 propostas voltadas ao combate à criminalidade, incluindo a construção de presídios de segurança máxima inspirados no modelo de El Salvador e a redução da maioridade penal e a implementação nacional do sistema de reconhecimento facial similar ao Smart Sampa, da capital paulista.

Apesar das medidas terem sido apresentadas como pilares da plataforma do senador em sua campanha para as eleições de outubro, a concretização de muitas dessas medidas não depende apenas da vontade do Poder Executivo. Por exigirem alterações na Constituição, elas necessitam de tramitação e aprovação no Congresso Nacional.

Outros pré-candidatos também repercutiram a operação contra o líder petista. Romeu Zema (Novo), que cumpria agenda em Recife, afirmou que o caso não o surpreende. Segundo o ex-governador de Minas, o escândalo do Banco Master teria suas raízes na Bahia e não em Brasília, classificando o PT baiano como "cúmplice" do episódio.

Para o pré-candidato do Missão, Renan Santos, que realiza agendas pelo estado do Pará, a operação remete a episódios anteriores de corrupção. "Está parecendo muito o Mensalão, quando foi caindo todo mundo ao redor do Lula. Não vai restar nada e o Lula, como farsa, vai cair", avaliou.

Movimentações no PSD e G7

Enquanto a oposição focou o debate de segurança e a crise envolvendo o PT, o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, manteve cautela sobre a composição de sua chapa. Em entrevista, o ex-governador de Goiás voltou a mencionar a possibilidade de ter o presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, como vice.

Caiado ressaltou que a definição ocorrerá na convenção nacional, marcada para 26 de julho, e pontuou que um candidato de oposição não deve antecipar nomes.

Já o atual presidente, Lula, retornou ao Brasil após participar da cúpula do G7 na França, sem que uma agenda oficial tenha sido divulgada para este momento de seu retorno.