Incêndios por baterias de bikes elétricas dobram no Rio de Janeiro
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro registrou 21 ocorrências de explosões com baterias de bicicletas elétricas e ciclomotores em 2026,
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro registrou 21 ocorrências de explosões com baterias de bicicletas elétricas e ciclomotores em 2026, segundo dados compilados a pedido do jornalismo da Band. O volume de registros no território fluminense mais que dobrou em comparação com o ano anterior, com a maior parte dos acidentes dentro de residências.
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Os casos no estado correspondem a 44,6% das ocorrências dessa natureza. O crescimento dos incidentes ocorre em paralelo à popularização dos veículos elétricos e acende um alerta sobre os perigos durante o carregamento dos aparelhos em edifícios e casas.
Em âmbito nacional, o Brasil teve 2.322 acidentes de origem elétrica em 2025, de acordo com o anuário estatístico divulgado em 2026 pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Do total, 1.304 ocorrências foram incêndios, sendo 619 deles — o equivalente a 47% — registrados em áreas residenciais. As chamas costumam ter origem na má instalação da rede ou no uso de materiais piratas.
Condomínios adaptam garagens para recarga
Diante dos riscos, condomínios residenciais adotam normas internas para conter incidentes. Na Zona Sul da capital fluminense, um edifício proibiu o transporte de baterias nos elevadores para impedir que os moradores subam com os equipamentos até os apartamentos. Com mais de vinte bicicletas elétricas no prédio, a administração montou uma área exclusiva para carregamento na garagem.
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O síndico Cadu Passos explica que o local reservado conta com estrutura preventiva adaptada para conter possíveis acidentes elétricos. "Eu tenho dois extintores de lítio, um em cada canto, afastados caso haja algum acidente, tem acesso fácil. Eu tenho disjuntores em uma das baias, eu tenho um disjuntores específico. Teve um problema, esse desarma automaticamente", relata.
Bombeiros alertam para superaquecimento
A instalação de pontos de alimentação para ciclomotores exige checagem prévia da rede elétrica e orientação profissional especializada. A atenção deve ser redobrada com as baterias de íon de lítio, cujas chamas exigem técnicas complexas de resfriamento, emitem fumaça tóxica e apresentam risco constante de reignição.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Fábio Contreiras, adverte contra o uso de peças sem procedência confiável e condena o hábito de manter os aparelhos conectados após o fim do ciclo de energia.
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"Jamais comprar similares ou de origem duvidosa. Outra coisa é não deixar a bicicleta ou a moto carregando na tomada com a bateria já totalmente carregada. É um risco desnecessário", ressalta Contreiras. De acordo com a corporação, quando o equipamento atinge a capacidade máxima, o fluxo elétrico contínuo pode causar superaquecimento e desencadear o fogo.
