Polícia Civil prende seis em operação contra tráfico no Paraná
Ação cumpre 19 mandados em Ipiranga e Ponta Grossa e mira organização ligada a homicídio e ocultação de valores ilícitos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu seis pessoas em operação deflagrada nesta quarta-feira (3) contra uma organização suspeita de negociar, comercializar e distribuir drogas em Ipiranga, nos Campos Gerais, e em cidades vizinhas, com apoio das polícias Militar e Penal e da Guarda Municipal.
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Mandados, alvos e apoio aéreo
A ação teve como objetivo cumprir 19 mandados judiciais, sendo oito de prisão e 11 de busca e apreensão, nos municípios de Ipiranga e Ponta Grossa. Segundo a corporação, as ordens judiciais miram investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
Os policiais contaram com o apoio de um helicóptero e de cães de faro da PCPR para auxiliar nas buscas e na localização de entorpecentes. Todos os detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário após o cumprimento das ordens de prisão.
Investigação começou com denúncias anônimas
De acordo com a PCPR, as investigações começaram em fevereiro de 2026, após denúncias anônimas registradas pela população local. Ao longo das diligências, os agentes cumpriram outros mandados de busca e apreensão, que ajudaram a aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo.
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Na avaliação da delegada da PCPR Ingrid Priotto, os elementos reunidos indicam a existência de uma estrutura organizada. Ela afirma que o grupo apresenta divisão de tarefas e forte articulação para a logística de abastecimento, contato com grandes fornecedores e redistribuição de drogas para traficantes e usuários locais.
Entre os investigados, a polícia identificou o homem apontado como principal fornecedor de drogas da rede. Segundo a delegada, ele tem mandado de prisão em aberto por homicídio e tráfico de drogas e está ligado a crimes violentos motivados por disputas por pontos de venda em Ipiranga.
Rede usava entreposto e telentrega
As investigações também identificaram outros fornecedores responsáveis pela comercialização de porções maiores de entorpecentes e operadores encarregados do transporte de remessas a partir de Imbituva, que funcionava como entreposto logístico para abastecer a rede em Ipiranga.
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Conforme detalha Ingrid Priotto, a apuração mapeou endereços residenciais usados como locais de armazenamento e venda, além da oferta de telentrega nas imediações de comércios locais. A delegada aponta ainda o uso de aplicativos de mensagem para anúncios e negociação de drogas com consumidores.
A PCPR apurou que a atuação do grupo ultrapassa o tráfico de drogas e se relaciona a crimes violentos, como a morte de uma mulher em via pública, atribuída à cobrança de dívidas de entorpecentes. Os investigadores também identificaram a suposta dissimulação de capitais, com uso de contas em nome de terceiros para ocultar a origem e o destino de valores obtidos de forma ilícita.
A polícia segue com a investigação para identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização penal dos suspeitos já detidos.
