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Citada pela CIA sobre Venezuela, Smartmatic não desenvolveu urnas do Brasil

Serviços da empresa não tem relação com funcionamento da urna eletrônica; documento nega possibilidade de interferência da empresa fora da Venezuela

Da redação
DA REDAÇÃO

24/07/2026 • 17:33 • Atualizado em 24/07/2026 • 17:33

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Publicação teve mais de 3 mil visualizações no Instagram

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Reprodução

Circula nas redes sociais publicações que alegam que a empresa Smartmatic, citada em relatório da CIA (agência de inteligência dos EUA), sobre as eleições na Venezuela seria a mesma responsável pelas urnas eletrônicas no Brasil. É falso.

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A Smartmatic, empresa citada no relatório da CIA, nunca desenvolveu urnas eletrônicas para o Brasil.

Segundo a Justiça Eleitoral, “a Smartmatic celebrou contratos com o TSE somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou para a operação da urna eletrônica”. Em 2020, a empresa participou de licitação para o fornecimento de urnas, mas perdeu para a Positivo.

Além disso, todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do Brasil, sem interferência de empresas estrangeiras.

Relatório não comprovou fraude

Nesta quinta-feira, 16, o governo dos Estados Unidos divulgou documentos da CIA, agência de inteligência americana, que apontam que o governo venezuelano formulou um plano, junto com o Conselho Nacional das Eleições do país e com a empresa Smartmatic, para alterar até 1,5 milhões de votos nas eleições de 2012 na Venezuela , através de máquinas pré-programadas.

O relatório, no entanto, não confirma que a manipulação tenha ocorrido, apenas que era possível de ocorrer. “Embora os analistas da CIA considerassem que essas capacidades eram teoricamente alcançáveis, essa avaliação concentrou-se na viabilidade técnica, e não na confirmação de que tais recursos haviam sido efetivamente implementados”, diz o sumário do documento (página 2). O mesmo relatório também conclui que “não houve fraude eletrônica em larga escala, apesar de relatos de planos de manipulação.”

A CIA também negou a possibilidade de ingerência da empresa em eleições fora da Venezuela. “Nem a Smartmatic nem o governo venezuelano tinham a capacidade — isto é, o nível de controle ou acesso necessário — para manipular o resultado de uma eleição fora da Venezuela de maneira previsível”, conclui.

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