Vocabulário
Acue: dinheiro
Alvorada do Boi: Festa anunciando o início do Festival do Boi Bumbá.
Asa dura: Avião.
Auto: A apresentação folclórica.
Balata: perder (balateiro é o perdedor)
Batucada: Nome dado aos músicos do Boi Garantido. Seu nome deve-se ao ritmo da percussão, seus principais instrumentos.
Bile: louco
Boa: expressão equivalente a "tudo bem"
Boi da Baixa: boi-bumbá Garantido
Boiuna: Do Tupi, cobra preta. A grande Sucurijú (sucuri), uma das maiores cobras do mundo, não venenosa, possui grande força muscular para enroscar-se em suas presas e triturá-las até os ossos, preparando-as para a deglutição. Podem atingir até 11m. Lendas exagerando-lhe o porte e as proezas a coloca em numerosas narrativas.
Brincante: Cada uma das pessoas que acompanha o boi, dentro do Bumbódromo. O nome vem do fato de se considerar o boi uma brincadeira - os brincantes.
Bubuia: sem direção
Budeco: pirarucu pequeno
Bumbódromo: Centro Cultural de Parintins. Inaugurado em 1988, com capacidade para 35 mil pessoas. Local onde se apresentam os bumbás durante o Festival. Fora da época do Festival, o local torna-se uma escola com 18 salas de aula e toda infra-estrutura necessária para as instalações.
Caboclo: Mestiço de branco com índio.
Caboco: o mesmo que caboclo
Cacholeta: morte
Capacete: cocar indígena de 2 a 3 metros, representando um tema do Festival. Os brincantes que vestem o capacete são conhecidos como tuxauas.
Caprichoso: Boi de Parintins, nascido em 1913. Suas cores são azul e preta.
Carapanã: Muriçoca, mosquito.
Contrário: Denominação dada ao boi adversário. O simpatizante de um determinado boi jamais pronuncia o nome do boi adversário, tratando-o sempre como "o contrário".
Cuirão: pessoa
Cunhã: Menina; moça.
Cunhanporanga, Cunhã Poranga: A mulher mais bela da tribo, que encanta o coração dos guerreiros indígenas; sacerdotisa. Cunhã Poranga: Moça bonita - cunhã = moça, poranga = bonita.
Cunhatã: Criança; menina; moça.
Curimatã: Peixe de água-doce, que se alimentam de lodo.
Curral: Local onde se localizam os ensaios. Cada um dos Bois tem o seu próprio curral, o da Batucada - Garantido; e o da Marujada - Caprichoso.
Curumim: Menino, garoto
Empambado: doente com a pele amarelada (cheio de vermes)
Encarnado: Cor do Boi Garantido, vermelho.
Evolução: Quando o boi de pano está se apresentando, na arena do Bumbódromo.
Galera: Torcida organizada de cada um dos bumbás. A galera é parte integrante do Boi, é julgada pela animação. Marca as cores de cada boi. A guerra das galeras é um espetáculo formidável do Festival. De acordo com o regulamento, durante a apresentação de um boi, a torcida contrária deve ficar em completo silêncio.
Galpão: o mesmo que curral.
Garantido: Boi nascido em 1913; suas cores são vermelha e branca.
Gingado: Bailado com a cadência dois para cá, dois para lá, básico para as toadas do Boi-Bumbá.
Imbarrigada: grávida
Marujada de Guerra: A Marujada de Guerra é o grupo que sustenta o ritmo durante toda a apresentação do Boi-Bumbá Caprichoso, no Festival Folclórico de Parintins, sob o comando e a direção de 2 ou 3 maestros. Um conjunto de músicos que tocam instrumentos de percussão para acompanhar o Boi durante sua apresentação no Bumbódromo. O nome, Marujada, deriva de um outro brinquedo folclórico da Região Norte do Brasil, os Marujos.
Morena Bela: garota que acompanha o levantador de toadas do Boi Garantido.
Pai d´égua: Bom sujeito.
Palminha: Dois pedaços de madeira em forma retangular usados como instrumento para marcar o ritmo das toadas.
Pávulo: Termo utilizado pela população de Parintins para designar uma pessoa esnobe. Gíria: metido, fanfarrão.
Perreché: Qualidade de uma pessoa que não é recomendável; pessoa inconveniente. Na gíria: "Caboclo do pé rachado".
Pirarucu: É o maior peixe fluvial. Carnívoro, nativo da bacia Amazônica, chega a medir mais de 2 metros de comprimento e até 160 Kg de peso. Sua língua, muito áspera, é utilizada para ralar, dentre outros produtos, o guaraná. As escamas, grandes e consistentes, são utilizadas artesanalmente.
Putiranga: Interjeição que expressa admiração ou espanto, particular da região.
QG: Quartel General, cada um dos locais onde se reúnem os Bumbás, isto é, Garantido e Caprichoso - cada qual tem o seu QG. Lá se encontram as diretorias, as torcidas e também onde são confeccionadas as alegorias e fantasias.
Ritual: Cerimônia conduzida pelo Pajé; é o ponto mais esperado da apresentação, quando fogos de artifício e efeitos luminosos irrompem no Festival. Geralmente, apagam-se as luzes do Bumbódromo enquanto os participantes, que assistem ao espetáculo, acendem candeias - pequenas luzes - proporcionando um espetáculo à parte. Originalmente, o objetivo era ressuscitar o Boi morto. Na temática indígena do Festival de Parintins, este é o momento que o Pajé luta contra as forças do mal.
São João: Santo que batizou Jesus Cristo. É o santo escolhido pelos criadores dos Bois de Parintins quando fizeram suas promessas.
Taca: pancada forte, porrada
Tacacá: Comida típica, feita com tapioca (a goma da mandioca), camarão, pimenta malagueta, tucupi (variedade de peixe).
Tambaqui: Peixe da bacia amazônica, muito apreciado na culinária.
Tique: Tenso.
Toada: Canção popular. Música cantada durante a apresentação dos Bois.
Tribo: No Festival de Parintins as tribos devem representar índios nativos da Amazônia, com vestimentas, coreografias e movimentos originais e fiéis às suas raízes.
Tripa do boi: Brincante que veste o boi de pano e faz a evolução do bumbá; pessoa que brinca em baixo do boi, responsável pelos movimentos durante a apresentação.
Tucumã: Fruto do tucumãzeiro, abundante na região do médio Rio Amazonas.
Vermelho: Cor do Boi Garantido e nome da música de Chico da Silva que ficou famosa em todo o Brasil, quando os bois passaram a ser conhecidos nacionalmente, em 1996.